Tratado de Schengen: quais países? quais as regras?
Tratado de Schengen: quais países? quais as regras?

Tratado de Schengen: quais países? quais as regras?

Se você está planejando uma viagem pela Europa, provavelmente já ouviu falar no Tratado de Schengen. E não é por acaso: esse acordo tem impacto direto para quem pretende visitar vários países europeus na mesma viagem, permitindo uma mobilidade muito mais fácil e rápida entre as nações participantes.

O Tratado de Schengen define como as fronteiras internas entre esses países funcionam, influenciando desde os controles de imigração até a necessidade (ou não) de vistos e documentos específicos. Por isso, entender suas regras é fundamental para evitar surpresas e garantir a tranquilidade da sua viagem.

Neste artigo, vamos explicar detalhadamente o que é o Tratado de Schengen, listar quais países fazem parte desse acordo e mostrar exatamente o que muda para quem viaja com passaporte brasileiro. Além disso, destacaremos os principais cuidados e documentos que você deve ter para circular com segurança e dentro da lei por toda a região.

Continue lendo para tirar todas as suas dúvidas e se preparar para embarcar sem preocupações!

Espaço Schengen
O Tratado de Schengen permite a livre circulação sem controle de passaporte entre países europeus membros.

O que é o Tratado de Schengen?

O Tratado de Schengen é um acordo entre países europeus que permite a livre circulação de pessoas sem a necessidade de passar por controles de passaporte nas fronteiras internas. Implementado em 1995, seu principal objetivo é facilitar a mobilidade dentro da Europa, promovendo o turismo, o intercâmbio cultural e beneficiando os moradores dos países membros.

Na prática, isso significa que, ao entrar em um país do Espaço Schengen, o viajante pode transitar livremente entre os demais como se estivesse dentro de um único território, sem passar pela imigração a cada nova fronteira.

De acordo com o Governo Brasileiro, “nesse espaço, cidadãos brasileiros podem ingressar sem necessidade de visto e, caso desejem circular entre os países do Acordo de Schengen, não precisarão apresentar seus passaportes nas fronteiras.” Mas isso não significa que não haverá nenhuma outra documentação exigida.

Para nós brasileiros, a exigência principal, além de um passaporte válido, é ter um seguro viagem Europa contratado. A apólice do seguro deve ter cobertura médico-hospitalar de, no mínimo, 30 mil euros.

Veja opções de seguros que atendem às exigências do Tratado de Schengen.

Quais são os países do Tratado de Schengen?

Embora o Espaço Schengen inclua a maioria dos países da União Europeia (UE), nem todos os membros da UE participam integralmente desse acordo.

A Irlanda, por exemplo, optou por não aderir, com base em uma cláusula especial de exclusão voluntária. Já o Chipre, embora faça parte da União Europeia, ainda não implementou totalmente as regras de Schengen, mas deve integrá-lo no futuro.

Além disso, é importante destacar que alguns países fora da UE também fazem parte do Espaço Schengen.

Então, para acabar com as dúvidas, aqui está a lista completa do Tratado de Schengen países:

Países que fazem parte do Schengen, mas não são da UE:

Para os países do Tratado de Schengen, o seguro é obrigatório. Você pode encontrar facilmente as melhores apólices nesse comparador de seguros online. As melhores seguradoras estão cadastradas e você pode resolver tudo sem tanta burocracia!

Confira as melhores opções de seguro viagem para os países Schengen.

Como funciona o Visto Schengen?

O Visto Schengen é um visto de curta duração (até 90 dias) que permite a entrada e a livre circulação em todos os países que fazem parte do Espaço Schengen, uma área europeia sem controle de fronteiras internas. Esse visto é exigido para cidadãos de países que não têm isenção de entrada no espaço. Esse não é o caso para nós brasileiros.

Tratado de Schengen países
O visto Schengen autoriza estadias de até 90 dias em países sem controle de fronteiras internas.

Já para quem vem de países com isenção, como o Brasil, o visto não é necessário para estadias curtas, mas é fundamental respeitar o limite de dias. Quem deseja estudar, trabalhar ou residir em um desses países precisa solicitar um visto de longa duração, específico para essa finalidade.

A solicitação do visto Schengen deve ser feita junto à embaixada ou consulado do país onde o viajante passará mais tempo, ou, na ausência disso, no país de primeira entrada.

Os documentos exigidos geralmente incluem passaporte válido, comprovante de hospedagem e passagens, seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000, além de meios financeiros para custear a estadia.

Embora o ETIAS, um sistema de visto eletrônico de viagem, esteja em fase de implementação, ainda não há uma data oficial confirmada para que ele comece a ser exigido. Quando entrar em vigor, viajantes de países isentos de visto, como o Brasil, deverão preencher esse pré registro online antes de embarcar para países do Espaço Schengen.

Como planejar uma viagem para o Espaço Schengen?

Ao planejar uma viagem para o Espaço Schengen, o primeiro passo é entender quais países fazem parte desse acordo, para evitar problemas na imigração. Isso porque o Tratado de Schengen permite a livre circulação entre seus países membros, mas cada país pode ter regras específicas para entrada, além de exceções para países que não fazem parte do acordo, como Reino Unido e Irlanda.

Portanto, consulte sempre a lista atualizada dos países membros para organizar seu roteiro com segurança.

Além disso, é fundamental se preparar com um seguro viagem Tratado de Schengen que cubra todo o período da sua estadia na Europa. O seguro é uma exigência para cruzar fronteiras do Espaço Schengen e oferece proteção contra imprevistos como problemas médicos, acidentes, extravio de bagagem e cancelamentos de voo.

Optar por um seguro que cubra todos os países do Espaço Schengen facilita muito a sua vida, pois você estará protegido independentemente das fronteiras que cruzar durante a viagem. Para isso, recomendamos esse comparador de seguros online que facilita demais a vida do viajante que não quer perder tempo indo seguradora por seguradora.

Outro ponto importante é verificar quais são as regras do Tratado de Schengen. Vamos discuti-las a seguir.

tratado de schengen países
Fique atento as regras do Espaço Schengen.

Quais as regras para visitar o Espaço Schengen?

Brasileiros e cidadãos de diversos outros países não precisam de visto para visitar países do Tratado de Schengen em viagens de curta duração. No entanto, essa isenção vem acompanhada de regras importantes, e desrespeitá-las pode trazer sérias consequências.

A principal regra é o limite de permanência: você pode ficar no Espaço Schengen por até 90 dias dentro de um período de 180 dias. Esse tempo pode ser dividido entre diferentes países da região, já que, uma vez dentro da área, você circula livremente entre os membros, sem passar por nova imigração ou controle de passaporte nas fronteiras internas.

Mesmo sem a exigência de visto, você precisa apresentar documentos obrigatórios na chegada. Veja o que levar:

  • Passaporte válido por pelo menos três meses após a data prevista de saída;
  • Passagem de volta ou comprovante de saída do Espaço Schengen;
  • Comprovante de hospedagem, como reservas de hotel ou carta-convite;
  • Comprovação de recursos financeiros suficientes para a estadia;
  • Seguro viagem com cobertura mínima de €30.000, obrigatório em todos os países do tratado.

Você pode entrar por qualquer país membro e seguir para os outros, o que torna o planejamento de roteiros com múltiplos destinos muito mais fácil. No entanto, é essencial respeitar as regras de permanência e documentação. Exceder o prazo permitido pode resultar em multa, deportação ou até proibição de entrar novamente no Espaço Schengen.

Se você é fã de carimbos no passaporte, saiba que com o Tratado de Schengen isso acabou! Fizemos uma eurotrip passando por Portugal, Espanha, Itália e Grécia e tivemos apenas o país de entrada carimbado! rs

ETIAS

O ETIAS (European Travel Information and Authorisation System) é um sistema eletrônico de autorização de viagem criado pela União Europeia para viajantes de países que não precisam de visto, como o Brasil. Ele servirá como um pré-registro obrigatório, realizando uma triagem de segurança antes da viagem.

Para obter o ETIAS, será necessário preencher um cadastro eletrônico com dados pessoais, informações do passaporte e responder a perguntas de segurança. Também será cobrada uma taxa de € 7 para viajantes entre 18 e 70 anos. Uma vez aprovada, a autorização será vinculada eletronicamente ao passaporte e terá validade de até três anos, ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro.

O ETIAS será exigido antes do embarque, junto com o passaporte válido. Sem ele, a entrada nos países do Tratado de Schengen poderá ser negada. A data de início da exigência dessa autorização já foi adiada algumas vezes. De acordo com a Comissão Europeia, a previsão atual é que o sistema entre em operação no último trimestre de 2026.

Portanto, se você está planejando uma viagem à Europa nos próximos anos, fique de olho nessa exigência e garanta que toda a sua documentação esteja em ordem com antecedência.

Tratado de Schengen seguro viagem
O seguro viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen.

Seguro viagem para o Espaço Schengen

Ao planejar uma viagem, coloque o seguro viagem internacional no topo da sua checklist. Afinal, ele é obrigatório.

Os países do Tratado de Schengen exigem que turistas não europeus contratem um seguro viagem com cobertura mínima de €30.000 para despesas médicas e hospitalares. Essa regra protege os sistemas públicos de saúde e evita que os governos arquem com os custos de atendimento a estrangeiros. Sem o seguro, você corre o risco de ser impedido de embarcar ou de entrar em território europeu.

Além de obrigatório para entrar no Espaço Schengen, o seguro viagem oferece uma série de benefícios práticos. Veja as principais vantagens:

Vantagem Descrição
Atendimento médico garantido Cobre consultas, internações e emergências médicas sem custo adicional.
Proteção em caso de acidentes Garante atendimento rápido e cobertura em situações inesperadas.
Repatriação médica ou funerária Cobre o retorno ao país de origem em casos graves ou de falecimento.
Cobertura por extravio de bagagem Ajuda com compensações e orientações quando as malas são perdidas ou atrasadas.
Suporte para cancelamentos e atrasos de voo Oferece reembolso ou assistência quando ocorrem mudanças inesperadas nos voos.
Assistência jurídica e tradução Ajuda em questões legais e na comunicação em casos específicos.
Atendimento em português 24h Facilita o contato com a seguradora em qualquer situação, a qualquer hora.
Cobertura em toda a Europa Uma só apólice protege você em todos os países do Espaço Schengen.
Mais tranquilidade na viagem Você viaja mais leve, sabendo que está protegido contra imprevistos.

#DicaDaNanda: leia atentamente o contrato para saber exatamente o que sua seguradora oferece.

Felizmente, existem opções de seguro viagem que cobrem todos os países do Espaço Schengen em uma única apólice, o que é extremamente prático para quem vai fazer um roteiro por várias países europeus. Em vez de contratar um seguro para cada país, você pode escolher um plano Europa, garantindo tranquilidade em toda a viagem, não importa quantas fronteiras você atravesse.

Na hora de contratar, é importante verificar se o seguro atende aos critérios do Tratado de Schengen, especialmente em relação à cobertura mínima e à validade do plano em todos os países incluídos no roteiro. Muitas seguradoras oferecem produtos específicos já adaptados a essas exigências, inclusive com emissão rápida e certificado em inglês, francês ou espanhol, o que facilita a apresentação na imigração.

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Dúvidas frequentes de quem pesquisa pelos países do Tratado de Schengen

Reunimos aqui as principais dúvidas dos nossos leitores sobre seguro viagem para o Espaço Schengen, para ajudar você a viajar com mais segurança e tranquilidade. Se ainda restar alguma pergunta, fique à vontade para nos enviar!

Quais países europeus não fazem parte do Tratado de Schengen?

Nem todos os países europeus fazem parte do Tratado de Schengen, que permite a livre circulação sem controle de fronteiras internas. Alguns países importantes, como o Reino Unido e a Irlanda, optaram por não aderir ao acordo, mantendo seus próprios controles de imigração.

Além disso, países como Romênia, Bulgária, Chipre e Croácia ainda não são membros plenos, embora alguns estejam em processo de adesão. Outros países, como Belarus, Rússia, Moldávia e Ucrânia, também não fazem parte, o que significa que quem pretende visitá-los precisa estar atento às exigências específicas de visto e documentação, já que o visto Schengen não é válido para entrada nesses territórios.

Por isso, ao planejar uma viagem pela Europa, é fundamental verificar se seu roteiro inclui países fora do Tratado de Schengen para garantir que toda a documentação esteja correta e evitar surpresas nas fronteiras.

Quais países europeus exigem visto de brasileiros?

Atualmente, cidadãos brasileiros não precisam de visto para estadias curtas (até 90 dias) em países da União Europeia e do Espaço Schengen, desde que atendam a requisitos como passaporte válido, seguro viagem com cobertura mínima de €30.000, comprovante de recursos financeiros e passagem de ida e volta.

Porém, alguns países europeus que não fazem parte do Espaço Schengen exigem visto para cidadãos brasileiros, como:

  • Reino Unido: não faz parte do Espaço Schengen e exige visto online (chamado de ETA) para brasileiros.
  • Irlanda: também não faz parte do Espaço Schengen e exige visto para brasileiros.
  • Rússia: exige visto para brasileiros, sendo necessário obter um visto de turista ou de negócios, dependendo do propósito da viagem.
  • Turquia: exige visto para brasileiros, que pode ser obtido online através do site oficial do governo turco.

É importante ressaltar que as regras de visto podem mudar com o tempo, portanto, é sempre recomendável verificar as informações mais atualizadas antes de viajar para qualquer país europeu.

A Inglaterra faz parte do Espaço Schengen?

A Inglaterra não faz parte do Espaço Schengen. Na verdade, o Reino Unido, que inclui a Inglaterra, sempre optou por não aderir ao Tratado de Schengen, mantendo controle rigoroso sobre suas fronteiras. Isso significa que, ao viajar para a Inglaterra, os turistas precisam passar por controle de imigração e podem precisar de visto, dependendo da nacionalidade e do propósito da viagem.

No caso dos brasileiros, é necessário ficar atento às regras específicas. Desde janeiro de 2025, o Reino Unido passou a exigir uma autorização eletrônica de viagem, chamada ETA (Electronic Travel Authorization), para turistas brasileiros que desejam entrar no país por até 6 meses a turismo ou negócios.

Essa autorização deve ser solicitada online antes da viagem, e tem um custo aproximado de £10 (cerca de R$ 77).

A Suíça faz parte do Espaço Schengen?

Embora não faça parte da União Europeia, a Suíça integra o Espaço Schengen desde 2008. Isso significa que o país adotou as normas do tratado para circulação de pessoas, eliminando o controle de passaportes nas fronteiras terrestres com os demais países membros.

Na prática, quem chega à Suíça por terra a partir de um país Schengen normalmente não passa por fiscalização formal, o que torna o deslocamento entre destinos europeus muito mais ágil e descomplicado.

Turistas que visitam a Europa podem circular livremente pela Suíça utilizando o visto Schengen, assim como em outros países do bloco. Porém, a Suíça mantém regras próprias para estadias prolongadas, especialmente em casos de trabalho, estudo ou residência. Por isso, é fundamental consultar as exigências específicas antes de viajar, considerando o motivo e a duração da sua visita.

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Gaia Vani

Fotógrafa, viajante de carteirinha e empreendedora digital, a editora do Mala de Aventuras vive a vida intensamente, aproveitando cada horinha do seu dia para transformar o mundo através das viagens.

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