Dolomitas no verão: o que fazer? qual o melhor mês para visitar?
Dolomitas no verão: o que fazer? qual o melhor mês para visitar? fica muito cheio?

Dolomitas no verão: o que fazer? qual o melhor mês para visitar? fica muito cheio?

Famosa pelas paisagens cobertas de neve no inverno, vsitar as Dolomitas no verão é descobrir um lado fascinante dos Alpes Italianos. Reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO por sua beleza e geologia única, essa região se transforma nos meses mais quentes em um cenário de tirar o fôlego, perfeito para quem busca contato com a natureza.

Com o derretimento da neve, as montanhas abrem espaço para inúmeras experiências ao ar livre. É a temporada ideal para percorrer trilhas, andar de bicicleta pelas montanhas ou simplesmente relaxar à beira de lagos. Além das atividades, a atmosfera vibrante das vilas alpinas ganha vida com flores nas sacadas, restaurantes charmosos e um clima acolhedor.

Seja para uma viagem relaxante em família ou para uma expedição cheia de aventura, explorar o norte da Itália durante esta época garante memórias inesquecíveis. Neste post, você vai encontrar todas as dicas para planejar seu roteiro, entender a melhor época para viajar e aproveitar o melhor que a região tem a oferecer durante a estação mais quente do ano.

Nós viajamos no verão e tivemos uma experiência inesquecível. Confira no vídeo abaixo e já aproveite para seguir nosso canal no You Tube.

Como é o verão nas Dolomitas?

O verão na região traz dias ensolarados, agradáveis e com clima perfeito para atividades ao ar livre. Contudo, é preciso ficar atento a variação de temperatura ao longo do dia. Enquanto o calor predomina ao longo do dia, as temperaturas caem significativamente assim que o sol se põe.

A boa notícia é que hotéis, Airbnbs e refúgios de montanha (rifugi) são perfeitamente preparados com isolamento térmico e aquecimento, garantindo noites de sono confortáveis e agradáveis após um dia inteiro de exploração.

Temperatura nas Dolomitas no verão

Entre os meses de junho e setembro, o clima varia de acordo com a altitude da vila ou montanha em que você estiver. Nos vales e vilas baixas, como Cortina d’Ampezzo e Ortisei, as máximas durante o dia variam entre 20 °C e 26 °C, podendo atingir até 28 °C nos dias mais quentes de julho e agosto. Já as mínimas ficar na faixa dos 10 °C aos 14 °C.

Por outro lado, nos picos mais altos clima fica bem mais fresco. Durante o dia, as temperaturas giram entre 12 °C e 18 °C. Já à noite e nas primeiras horas da manhã, as mínimas chegam perto de 0 °C a 5 °C.

temperatura nas dolomitas no verão
Apesar da estação, as temperaturas nas Dolomitas no verão podem cair à noite. Foto: @gaiavani

Qual o melhor mês para visitar as Dolomitas?

Saber qual a melhor época para ir às Dolomitas faz toda a diferença na sua experiência de viagem. A temporada de verão abrange de junho a setembro, mas a dinâmica muda bastante a cada mês em termos de clima, lotação e infraestrutura disponível.

Julho e agosto são o auge da alta temporada no verão europeu. São meses com temperaturas mais quentes e ideais para aproveitar os lagos, porém com atrações e trilhas consideravelmente cheias. Nesses meses, planejar o roteiro e sair bem cedo do hotel torna-se indispensável para garantir vaga nos estacionamentos e curtir os passeios com tranquilidade.

Nós fomos em junho e achamos que junho e setembro são os melhores meses. Nesse período, as temperaturas são agradáveis, a maioria dos serviços está funcionando perfeitamente e o volume de turistas é menor, permitindo explorar os cenários alpinos no seu próprio ritmo.

Mês Clima & Temperatura Infraestrutura & Trilhas Nível de Lotação Ideal para
Maio Frio a ameno (5°C–18°C). Neve residual no topo. Teleféricos e refúgios fechados para manutenção. Muito Baixo Viajantes econômicos e contemplação nos vales.
Junho Agradável (10°C–24°C). Dias muito longos. Refúgios e teleféricos abrem na 2ª quinzena. Baixo / Médio Evitar multidões, fotografar e fazer trilhas com clima ameno.
Julho Quente e ensolarado (15°C–26°C). 100% da infraestrutura aberta e operando. Alto Praticar esportes aquáticos nos lagos e fazer trekking em alta altitude.
Agosto Quente (16°C–28°C). Pancadas de chuva à tarde. Infraestrutura em capacidade máxima. Altíssimo  Curtir o auge do verão (exige acordar bem cedo e reservas antecipadas).
Setembro Ameno e estável (8°C–22°C). Céu limpo. Refúgios abertos até meados/final do mês. Médio / Baixo Quem busca tranquilidade, temperaturas agradáveis e ótimas caminhadas.

Dolomitas em maio

Viajar para as Dolomitas em maio costuma surpreender quem espera encontrar um cenário puramente de verão. Nessa época do ano, você encontrará uma transição marcante. Enquanto os vales já estão com a paisagem florida da primavera, locais acima de 2.000 m de altitude ainda é possível encontrar aquele clima de inverno.

Rotas famosas como Seceda, Tre Cime di Lavaredo, Lagazuoi e trechos da Alta Via ainda podem apresentar acúmulo de neve, lama resultante do degelo e passagens bloqueadas. Além disso, a grande maioria dos teleféricos e refúgios de montanha permanece fechada em maio para manutenção antes do início oficial da temporada de verão.

Dito isto, uma viagem para as Dolomitas em maio é recomendada para quem busca contemplar as vilas do vale com tarifas mais baixas de hospedagem e não tem como foco principal realizar longas caminhadas em altitude.

Dolomitas em junho

A segunda quinzena de junho foi a nossa escolha pessoal para viajar pelas Dolomitas e ela se mostrou uma das melhores épocas do ano para conhecer a região. Encontramos dias claros até perto das 21h, rendendo bastante tempo útil para o roteiro.

A maior parte dos refúgios de montanha e teleféricos abre suas portas a partir da metade de junho. E o melhor é que você encontrará menos público em comparação aos meses de julho e agosto, o que facilita o estacionamento e rende fotos sem multidões.

Mas uma das coisas que mais chama a atenção nas Dolomitas em junho é o clima super agradável. As temperaturas nos vales variam de forma confortável entre 10 °C e 24 °C.

dolomitas em junho
Fui em junho e o clima estava perfeito! Foto: @gaiavani

Dolomitas em julho

Por sua vez, mas Dolomitas em julho, o verão chega com força total! Este é o mês em que a neve no topo das montanhas praticamente desaparece, abrindo acesso a 100% das trilhas e vias ferratas da região.

Pela frente você vai encontrar dias ensolarados e temperaturas mais altas. Certamente é a época ideal para nadar ou praticar esportes aquáticos nos lagos. Porém, os pontos turísticos começam a ficar mais movimentados, exigindo planejamento antecipado. Chegar antes das 8h em atrações disputadas é essencial para evitar longas filas.

Dolomitas em agosto

Assim como o mês anterior, as Dolomitas em agosto representa o ápice da altíssima temporada. Especialmente porque coincide com o período tradicional de férias de verão dos italianos e de grande parte da Europa.

Aquela dica de acordar bem cedo deixa de ser uma opção e passa a ser uma regra fundamental para cumprir seu itinerário sem perrengues. Vagas em locais estratégicos esgotam com facilidade antes do meio da manhã. Da mesma forma, filas são frequentes no acesso aos teleféricos, mesas disputadas nos refúgios e trilhas bastante movimentadas ao longo do dia.

E não podemos deixar de mencionar que esse é o período de tarifas mais elevadas e menor disponibilidade de chalés e hotéis. Para não correr riscos, vale a pena reservar sua hospedagem com antecedência.

dolomitas em agosto
Agosto é altíssima temporada e as trilhas ficam mais cheias. Foto: @gaiavani

Dolomitas em setembro

Por fim, curtir as Dolomitas em setembro é tão bom quanto junho para explorar as montanhas italianas. Aliás, em muitos aspectos, essa é a melhor escolha para quem prioriza sossego e ótimas condições de caminhada.

Com o fim das férias escolares na Europa, o volume de viajantes cai drasticamente, devolvendo a atmosfera tranquila à região. Some a isso sias de céu claro e temperaturas agradáveis que garantem excelente visibilidade e conforto térmico para o trekking.

O que fazer nas Dolomitas no verão?

O verão é a temporada mais vibrante para explorar os Alpes Italianos. Com o fim do inverno, as estradas de montanha ficam totalmente livres e a infraestrutura turística opera em capacidade máxima, abrindo um leque imenso de atividades para todos os perfis de viajantes.

Para ajudar você a visualizar as melhores experiências e organizar seus dias pela região, reunimos as principais atividades do verão alpino logo abaixo:

Atividade O que esperar? Para quem é indicado?
Caminhadas & Trekking Trilhas sinalizadas que vão desde passeios planos em vales até travessias de vários dias. De iniciantes e famílias a praticantes avançados.
Passeios de Teleférico Acesso rápido e panorâmico aos picos e platôs mais altos, como Seceda e Lagazuoi, sem grande esforço físico. Todos os perfis de viajantes.
Visita aos Lagos Alpinos Contemplação de águas cristalinas com tons de azul e verde, passeios de barco e caminhadas ao redor das margens. Famílias, fotógrafos e viajantes em busca de descanso.
Gastronomia nos Refúgios Degustação de pratos típicos sul-tiroleses, como polenta, canederli e kaiserschmarrn, com vista para as montanhas. Amantes da boa culinária e caminhantes.
Vias Ferratas e Escalada Rotas verticais equipadas com cabos de aço e degraus encravados na rocha, herdadas da Primeira Guerra Mundial. Aventureiros e praticantes experientes.
Relaxamento em Spas Alpinos Piscinas aquecidas ao ar livre, saunas panorâmicas e circuitos relaxantes de bem-estar com vista para os picos. Casais e viajantes buscando descanso pós-trilha.

Pontos turísticos das Dolomitas

Visitar os cartões-postais das Dolomitas é uma das principais coisas o que fazer nas Dolomitas no verão, mas que exige um mínimo de planejamento logístico. Durante a alta temporada, a combinação de alta demanda, capacidade limitada de estacionamentos e regras de acesso pode pegar viajantes desavisados de surpresa.

Ponto Turístico O que esperar?
Seceda Encostas dramáticas e campos alpinos com visual de tirar o fôlego.
Val di Funes As famosas igrejinhas de cartão-postal (St. Magdalena e St. Johann) emolduradas pelas montanhas.
Alpe di Siusi O maior platô alpino da Europa, repleto de estradas belíssimas e cabanas de madeira que parecem cenário de filme.
Tre Cime di Lavaredo As três torres de pedra mais icônicas dos Alpes, com trilhas panorâmicas circulares.
Cadini di Misurina O famoso mirante da crista afiada, Cadini di Misurina Viewpoint, com visual impressionante.

1. Seceda

Sem dúvida, Seceda é um dos cartões-postais mais icônicos das Dolomitas. Localizada em Val Gardena, a 2.519 m de altitude, o monte proporciona vistas de cair o queixo do planalto de Alpe di Siusi. O formato curioso de Seceda de faca é algo que atrai muito a nossa atenção. De um lado as encostas íngremes e do outro um mar de grama

Para chegar até lá, a forma mais tradicional é subir pelo teleférico que parte do centro de Ortisei. O bilhete de ida e volta do teleférico custa cerca de €74 por adulto, e o estacionamento coberto na base em Ortisei tem uma taxa diária que chega a €30. Comprando no site oficial você consegue reservar com antecedência e ainda tem 5% de desconto.

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Seceda é um dos grandes cartões-postais das Dolomitas. Foto: @gaiavani

Agora, se você quer economizar e não se importa de caminhar um pouco, vá até a cidade vizinha de Santa Cristina e pegue o teleférico Col Raiser. O bilhete de ida e volta custa cerca de €34 e o estacionamento no local gira em torno de €10 a €20 por dia.

Ao desembarcar na estação superior do Col Raiser, você faz uma caminhada de pouco mais de 1 hora até alcançar o topo das cristas do Seceda. Além de poupar um bom dinheiro, o percurso a pé oferece visuais belíssimos do vale.

#DicaDaGaia: Para quem prefere fazer o percurso com acompanhamento profissional e sem se preocupar com a navegação nas trilhas, uma excelente opção é esse trekking particular ao Seceda.

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2. Val di Funes

Sabe aquele cenário de filme do campo? Assim é Val di Funes, o maior prado alpino de alta altitude da Europa. Ocupando uma área de cerca de 80 km² de extensão, é aqui que encontramos as igrejinhas mais fotografadas da Itália: St. Madalena e St. Johann in Ranui.

Para proteger a tranquilidade dos moradores locais, o tráfego de veículos não residentes é estritamente proibido nas ruas centrais de Santa Magdalena e nos acessos diretos às igrejas. De carro, você deve parar em um dos estacionamentos pagos na entrada da vila ou perto do centro de visitantes. De lá, o acesso é feito a pé por estradas asfaltadas e trilhas bem sinalizadas.

Ah! E não esqueça de preparar sua câmera! As fotos das igrejinhas com as montanhas ao fundo são absolutamente belíssimas.

Recentemente, as autoridades locais começaram a restringir o número de visitantes à igreja de Santa Maddalena. Isso se deve a reclamações de locais com a postura de muitos turistas que acabam prejudicando o ritmo de vida da região.

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A famosa igrejinha de St Madalena. Foto: @gaiavani

3. Alpe di Siusi (Seiser Alm)

Também conhecido como Seiser Alm, Alpe di Siusi é o maior planalto montanhoso de alta altitude da Europa, oferecendo paisagens panorâmicas de colinas verdes cobertas de flores no verão que mais parecem um sonho.

Localizado entre Val Gardena, Sassolungo e o Parque Natural Sciliar-Catinaccio, o Alpe di Siusi se estende por uma área de cerca de 52 km² de extensão. E para os amantes de trilha ao ar livre, esse é o paraíso. Afinal, são mais de 440km de trilhas espalhadas, ideiais tanto para as caminhadas, quanto para o ciclismo.

Vale mencionar que as regras de trânsito na região são bem severas. A estrada que sobe de Compatsch para Alpe di Siusi fica fechada para trânsito de carros particulares entre 9:00 e 17:00. Se você tentar subir de carro nesse intervalo, será multado.

Dessa forma, você tem duas opções. A primeira é subir de carro antes das 9h. A outra é utilizar o teleférico que sai da cidade de Ortisei ou de Siusi allo Sciliar, ou utilizar os ônibus de linha regionais.

4. Tre Cime di Lavaredo

Claro que não podemos alar de Dolomitas no verão sem mencionar os Tre Cime di Lavaredo. Este é o monumento natural mais icônico dos alpes italianos. A caminhada clássica é um circuito circular de nível leve a moderado que contorna as imensas formações rochosas.

dolomitas em maio
A imponência dos Tre Cime di Lavaredo. Foto: @gaiavani

A trilha começa no Rifugio Auronzo. Para chegar até lá de carro, é necessário passar por uma estrada de montanha com pedágio (de €30 a €40 por veículo). O estacionamento no topo tem capacidade limitada e, no auge do verão, atinge a lotação máxima frequentemente por volta das 8:00 ou 8:30. Quando lota, a portaria na base fecha a subida de carros.

A rota circular passa por vários refúgios, sendo o Rifugio Locatelli, a melhor vista das Tre Cime. Por lá há um quiosque no local que serve refeições simples e sanduíches, mas é recomendável ir com expectativas baixas quanto à comida e ao atendimento, que costumam ser lentos devido às grandes filas. A melhor alternativa é preparar um lanche e levá-lo na mochila para fazer um piquenique contemplando o visual.

#DicaDaGaia: Para quem prefere fazer o clássico circuito das Tre Cime com toda a comodidade e apoio de um especialista local, vale a pena conferir esse passeio guiado. O passeio faz o circuito circular de aproximadamente 10 km ao longo de 5 horas de caminhada, passando pela Forcella Lavaredo, pelo Rifugio Locatelli e retornando pela Forcella Col di Mezzo.

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5. Cadini di Misurina

Agora, se tem uma montanha que reina absoluta nas Dolomitas é o Cadini di Misurina. Na verdade, estamos falando de uma cordilheira, famosa por suas agulhas de pedra negra afiadas e pelo mirante panorâmico que se tornou viral nas redes sociais, o Cadini di Misurina Viewpoint.

A trilha para Cadini di Misurina parte do mesmo estacionamento do Rifugio Auronzo, o mesmo utilizado para as Tre Cime di Lavaredo com . Em vez de seguir para a esquerda no circuito das Tre Cime, você pega a trilha 117 em direção ao sul com 3,2 km de extensão ida e volta.

O famoso ponto de fotos é uma crista estreita de pedra. No entanto, na alta temporada de verão, costuma ter uma fila considerável de turistas esperando para tirar fotos e gravar vídeos no ponto exato da ponta.

Não perca tempo precioso na fila se estiver com o cronograma apertado. Toda a extensão da crista e os arredores oferecem um cenário da montanha magnífico sem a necessidade de esperar para fotografar.

Qual a melhor época para ir às Dolomitas?
O Lago di Misurina fica próximo ao Cadini. Foto: @gaiavani

Lagos nas Dolomitas

Um roteiro Dolomitas verão não estará completo sem a visita aos lagos mais famosos dos alpes. Alguns estão localizados à beira da estrada e possuem acesso extremamente fácil, outros exigem trilhas mais longas e com certo grau de exigência física.

Lago Nível de Dificuldade Acessibilidade O que esperar? (Visual)
Lago di Braies Fácil  Direta (Estacionamento ao lado) O lago mais famoso das Dolomitas, com águas esmeralda, barcos de madeira icônicos e picos ao fundo.
Lago di Carezza Fácil  Direta (Plataforma de observação) Conhecido como o lago do arco-íris, famoso pelo reflexo impecável da cordilheira Latemar em suas águas.
Lago di Sorapis Moderado a Difícil Exige caminhada (Trilha de 13 km ida e volta) Tom de azul-turquesa leitoso surreal, emoldurado por paredões de rocha dramáticos.
Lago di Misurina Fácil  Direta (À beira da estrada principal) Amplo lago alpino com o reflexo das Tre Cime e do histórico Grand Hotel ao fundo.
Lago di Tovel Fácil Acesso por caminhada plana curta ou shuttle Um dos maiores lagos das Dolomitas, cercado por florestas densas e águas incrivelmente limpas e espelhadas.

6. Lago di Braies

Localizado no Parque Natural Fanes-Sennes-Braies, o Lago di Braies é o lago mais famoso das Dolomitas e provavelmente um dos mais bonitos. Rodeado por montanhas imponentes, ele parece ter sido pintado a mão.


E a boa notícia é que esse é um passeio indicado para todos os perfis de viajantes, incluindo famílias com crianças e idosos. Não há necessidade de fazer trilha para ver o lago. E para aqueles que curtem caminhar, há um circuito bem tranquilo em volta do lago com cerca de 3,5 km, aproximadamente 1h30 de caminhada leve.

Para uma experiência ainda mais completa, algo super legal o que fazer nas Dolomitas no verão é alugar um barquinho e remar pelo lago. No geral, o passeio dura cerca de 45 minutos e custa EUR 50,00 para até 5 pessoas.

#DicaDaGaia: Vale super a pena combinar a visita ao Lago di Braies no mesmo dia com o Lago di Landro. O Landro fica a apenas 25 minutos de carro de Braies, conta com estacionamento gratuito à beira da estrada, é bem mais tranquilo e oferece uma vista espetacular para o maciço Cristallo.

Qual é a temporada de neve nas Dolomitas?
Impressionada com a tonalidade de azul do Lago di Braies. Foto: @gaiavani

7. Lago di Carezza

Em seguida, o Lago di Carezza pode até ser pequeno no tamanho, mas é gigante na beleza. Mas não se deixe enganar. Sua profundidade pode chegar a 17m! Ao longo do ano isso pode variar, já aque ele é abastecido pelas nascentes subterrâneas e pelo derretimento da neve dos picos ao seu redor.

Chegar ao lago é bem fácil. Ele fica logo ao lado da estrada principal (SS241). Há um centro de visitantes com estacionamento pago, banheiros, lanchonetes e uma loja de lembrancinhas. Além disso, não é necessário fazer nenhuma caminhada pesada para chegar até ele.

A observação do lago é feita a partir de um mirante de madeira logo na saída do estacionamento. É proibido ultrapassar a cerca de proteção para se aproximar da margem. Há também uma trilha circular fácil e rápida ao redor do lago para quem deseja ver a paisagem de outros ângulos.

8. Lago di Sorapis

Localizado na província de Belluno, perto de Cortina d’Ampezzo, o Lago di Sorapis é famoso por sua cor azul-turquesa leitosa, fruto do pó fino de rocha trazido pelo degelo do glaciar. Diferente dos dois lagos que já mencionamos essa visita é mais indicada para pessoas com bom preparo físico e acostumadas a caminhadas de montanha.

A trilha 215, que leva até o Lago di Sorapis, tem cerca de 13 km, ida e volta, e leva entre 3h30 a 5h no total. O percurso conta com trechos estreitos à beira de penhascos, escadas de aço fixadas na rocha e cabos de aço para apoio. Na chegada ao destino, você encontrará o Rifugio Vandelli, um ótimo ponto para descansar antes de fazer a caminhada de volta.

O ponto de partida da trilha fica no Passo Tre Croci e há um estacionamento ao longo da estrada. Vale saber que não há acesso de carro ou teleférico direto até o lago. A única forma de chegar é caminhando.

9. Lago di Misurina

Ele é o maior lago dos alpes italianos e conhecido como Pérola das Dolomitas. O Lago di Misurina fica na região de Cadore, a poucos minutos de Cortina d’Ampezzo e bem na base das montanhas de Cadini e Tre Cime.

Uma curiosidade bastante interessante sobre esse lago é que devido ao seu microclima único, ele possui um ar com elevado grau de pureza. Não é à toa que aqui já houve o único centro italiano dedicado ao tratamento da asma brônquica infantil.

Localizado diretamente à beira da estrada, o Lago di Misurina conta com diversos pontos de estacionamento pago ao longo da sua orla, além de hotéis, lojas e restaurantes. Você pode caminhar por toda a margem asfaltada do lago ou alugar um pedalinho no verão.

#DicaDaGaia: O Lago di Misurina é a parada estratégica perfeita para combinar com o passeio até as Tre Cime di Lavaredo e o Rifugio Auronzo, pois a estrada de subida pedagiada para as Tre Cime começa logo ao lado do Lago di Misurina.

Qual o melhor mês para visitar as Dolomitas?
Lago di Misurina. Foto: @gaiavani

10. Lago di Tovel

O último dos lagos que não pode ficar de fora do seu roteiro Dolomitas verão é o Lago di Tovel. Localizado em Val di Non, no Parque Natural Adamello Brenta, parte ocidental das Dolomitas, o Lago di Tovel é um dos maiores e mais preservados lagos alpinos da região de Trentino.

O acesso de carro é controlado no verão. Então, durante o dia, é necessário estacionar no estacionamento oficial em Lavazzè e pegar um transfer da reserva até o lago, ou reservar antecipadamente uma vaga nos estacionamentos mais próximos, em Capriolo ou Ryes.

Nós super recomendamos a caminhada ao redor do lago, pois em cada local um novo cenário se revela. O legal é que ela é indicada para famílias e caminhantes sem muita experiência.

Refúgios nas Dolomitas

Os refúgios de montanha, também chamados de rifugi, são a alma das Dolomitas no verão. Eles funcionam como pontos de apoio perfeitos para descansar, usar banheiros, renovar as energias e saborear pratos típicos da culinária sul-tirolesa com vistas espetaculares para as montanhas.

Abaixo, resumimos o que esperar de cada um dos refúgios destacados e detalhamos as características e a logística de visitação:

Refúgio Distância  Nível de Dificuldade O que esperar? 
11. Rifugio delle Odle 9 km ida e volta Moderado Espreguiçadeiras de madeira de frente para os imponentes paredões do Grupo Odle.
12. Rifugio Friedrich August 6 km ida e volta Leve Trilha panorâmica aos pés do Sassolungo, com ótimo custo-benefício.
13. Rifugio Passo Santner 9 km ida e volta Difícil / Via Ferrata Arquitetura futurista cravada entre as torres de rocha do Catinaccio.
14. Rifugio Città di Carpi 10 km ida e volta Leve Refúgio autêntico, menos lotado e com vista espetacular para o Cadini di Misurina.
15. Zsigmondy Hütte (Comici) 11 km ida e volta Difícil  Cenário de montanha intocado, gastronomia excepcional e ambiente super tradicional.

11. Rifugio delle Odle (Geisleralm)

Localizado no Parque Natural Puez-Odle, o Rifugio delle Odle é famoso por seu cinema de montanha, uma área com várias espreguiçadeiras de madeira voltadas para os picos pontiagudos do maciço Odle. O clima por lá é super acolhedor e a comida, uma delícia!

O ponto de partida mais comum para o refúgio fica no estacionamento pago de Ranui, em Val di Funes. A caminhada de subida leva cerca de 1h30 a 2h por dentro da floresta até alcançar o local onde fica o refúgio.

Se você busca um dia relaxante de caminhada leve a moderada com excelente visual e gastronomia regional de primeira linha como recompensa, então já inclua o Rifugio delle Odle na sua lista de lugares para visitar nas Dolomitas no verão.

12. Rifugio Friedrich August

Viajantes que procuram um programa leve não pode deixar de caminhar até o Rifugio Friedrich August. Este é um dos passeios mais acessíveis em Val Gardena e contorna a base do maciço do Sassolungo.

A rota começa pegando o teleférico de Col Rodella, em Campitello di Fassa, ou a partir do Passo Sella. Da estação do teleférico, é uma caminhada plana e tranquila de cerca de 30 minutos por uma trilha bem demarcada.

Este refúgio ficou famoso nas redes sociais por conta de um doce específico, que sinceramente achamos que não vale o hype. A real experiência no Friedrich August vale pelo ótimo custo-benefício, pelo visual deslumbrante e por ser uma parada super agradável para tomar um café ao longo do caminho.

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A estrutura do Rifugio Friedrich August é ótima. Foto: @gaiavani

13. Rifugio Passo Santner

Por sua vez, o Rifugio Passo Santner é um local que ficou de fora do nosso roteiro, mas que já está no topo da lista para o próximo. E o mais interessante dele é seu visual futurista, bem diferente do que normalmente se encontra.

Incrustado no coração do maciço do Catinaccio (Rosengarten), ele fica em uma rota de alta montanha para quem busca mais desafio. A partir do Rifugio Fronza alle Coronelle, o acesso é feito por uma via ferrata que exige equipamentos de segurança e preparo físico para trechos expostos.

14. Rifugio Citta di Carpi

O Rifugio Citta di Carpi é uma verdadeira joia escondida fora do circuito turístico tradicional. Ele fica nas proximidades de Misurina, na cordilheira de Pian dei Barco.

Este refúgio foi uma das surpresas mais agradáveis da viagem! Por estar fora da rota mais batida, ele oferece uma atmosfera tranquila, atendimento acolhedor e familiar, e um visual surpreendente para o Cadini di Misurina.

Para chegar até lá você vai precisar fazer uma caminhada leve que começa no estacionamento próximo ao Lago d’Antorno. Sem dúvida, é o local perfeito para fugir das multidões de Tre Cime.

Quantos dias são necessários para conhecer as Dolomitas?
Descansar em um refúgio é perfeito após o trekking. Foto: @gaiavani

15. Zsigmondy Hutte – Rifugio Comici

Por último, localizado no Val Fiscalina, o Zsigmondy Hütte oferece uma autêntica experiência alpina nas Dolomitas. A caminhada até ele parte do estacionamento no Val Fiscalina. Embora a trilha seja extremamente bem cuidada, o percurso é puxado e possui uma subida bastante íngreme na parte final, exigindo bom preparo físico e pernas dispostas.


Contudo, o esforço vale cada passo e esse se tornou nosso refúgio favorito da viagem. O ambiente é profundamente autêntico, o atendimento é caloroso e a comida servida aos caminhantes é deliciosa.

A estrutura do Zsigmondy Hutte ótima. Foto: @gaiavani

#DicaDaGaia: As Dolomitas são consideradas um dos melhores destinos do mundo para a prática de trekking. A região conta com uma rede impecável de trilhas interconectadas e as famosas Alta Via, rotas que cruzam o arquipélago de montanhas de norte a sul ao longo de vários dias, onde os caminhantes dormem de refúgio em refúgio.

Embora as rotas clássicas da Alta Via 1 e Alta Via 2 sejam muito procuradas, você também pode montar seu próprio itinerário personalizado de trekking. Durante a nossa viagem, optamos por criar uma travessia de vários dias conectando refúgios na região do Parco Naturale Tre Cime. Dormir no alto das montanhas, assistir ao pôr do sol quando os visitantes de um dia já foram embora e acordar acima das nuvens foi, sem dúvida, a experiência mais imersiva e marcante de toda a jornada pelas Dolomitas.

Aproveite e sinta o gostinho da nossa experiência de trekking nas Dolomitas. E não deixe de se inscrever no nosso canal do You Tube para ficar por dentro das novidades.

Sugestão de roteiro de verão nas Dolomitas

Depois de conhecer as principais atrações nas Dolomitas no verão, vamos te ajudar a organizar sua viagem pelas montanhas italianas. Montamos duas opções de roteiro de 10 dias. A primeira opção é focada em passeios Bate e Volta com base em hotéis, e a segunda inclui uma experiência imersiva de trekking hut-to-hut, dormindo em refúgios, projetada para ser acessível até para iniciantes.

Sem trekking

Para quem quer aproveitar a região de forma mais light e contemplativa, essa sugestão de roteiro Dolomitas é impecável.

Base em Cortina d’Ampezzo (4 dias)

  • Dia 1: Visita aos belíssimos Lago di Braies, Lago di Dobbiaco e Lago di Landro no mesmo dia.
  • Dia 2: Passeio ao Lago di Misurina, caminhada nas Tre Cime di Lavaredo até o Rifugio Locatelli e parada no Ponto Panorâmico do Cadini di Misurina.
  • Dia 3: Trilha e dia dedicado a explorar o espetacular Lago di Sorapis.
  • Dia 4: Check-out de Cortina d’Ampezzo, travessia pelo Passo Falzarego, subida no Teleférico Lagazuoi, exploração dos túneis da Primeira Guerra Mundial, passagem pelo Passo Valparola e visita às Cinque Torri.

Base em Ortisei (4 dias)

  • Dia 5: Subida ao Seceda usando a alternativa mais econômica via teleférico Col Raiser.
  • Dia 6: Exploração do Val di Funes, caminhada até o Rifugio delle Odle e fim de tarde relaxante no spa QC Terme Dolomiti.
  • Dia 7: Caminhada até o Rifugio Friedrich August, paisagens do Passo Sella e visita ao Lago di Carezza.
  • Dia 8: Dia inteiro dedicado a explorar os prados e paisagens de Alpe di Siusi.

Base em Bolzano (2 dias)

  • Dia 9: Passeio pelo Centro Histórico de Bolzano e degustação nas vinícolas da região.
  • Dia 10: Compras finais e retorno.
roteiro dolomitas 10 dias
Ortisei serve muito bem de base em qualquer roteiro. Foto: @gaiavani

Com trekking

Mas se você busca uma imersão completa nas montanhas, incluir alguns dias dormindo em refúgios é a melhor escolha. Este itinerário foi pensado para ser leve e acessível, cerca de 7 km de caminhada por dia, ideal até para quem está acompanhado de iniciantes no trekking.

  • Dia 1: Tour pelos lagos da região: Lago di Braies, Lago di Dobbiaco e Lago di Landro.
  • Dia 2: Exploração da região do Lago di Misurina, Tre Cime di Lavaredo e mirantes do Cadini di Misurina.
  • Dia 3 (Trekking – Dia 1): Início da travessia a partir do Val Fiscalina com subida íngreme e cênica até o Zsigmondy Hütte (Rifugio Comici).
  • Dia 4 (Trekking – Dia 2): Caminhada de travessia entre as montanhas até o Rifugio Auronzo (base das Tre Cime e Cadini di Misurina).
  • Dia 5 (Trekking – Dia 3): Caminhada pelas cristas até o acolhedor Rifugio Fratelli Fonda Savio.
  • Dia 6 (Trekking – Dia 4): Fim da travessia no surpreendente e tranquilo Rifugio Città di Carpi.
  • Dia 7: Retorno ao Lago di Misurina e dia de descanso merecido pós-trekking.
  • Dia 8: Passeio até o Rifugio Friedrich August, contemplação no Passo Sella e relaxamento no spa QC Terme Dolomiti.
  • Dia 9: Subida ao Seceda utilizando a opção mais econômica pelo teleférico Col Raiser.
  • Dia 10: Encerramento da viagem explorando as paisagens idílicas do Val di Funes.
trekking dolomitas
Se você também é fã de trekking, esse roteiro é perfeito. Foto: @gaiavani

Dicas para curtir as Dolomitas no verão

Planejar roteiro Dolomitas verão exige atenção aos detalhes para evitar perrengues. Desde a escolha das roupas até os cuidados com reservas e deslocamentos, algumas estratégias simples fazem toda a diferenç. Dito isto, confira as nossas recomendações para garantir uma viagem incrível.

O que vestir no verão nas Dolomitas?

A melhor estratégia para se vestir nas montanhas é o sistema em camadas. Não é raro sair da vila no vale com agradáveis 24 °C e encontrar cerca de 10 °C ao desembarcar no topo de um teleférico.

Além disso, pancadas de chuva no meio ou final da tarde são super comuns durante o verão alpino. Por isso, estar com a mochila bem equipada é fundamental para evitar imprevistos.

Confira a seguir o checklist essencial com tudo o que não pode faltar na sua mala:

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Alugue um carro!

Embora o transporte público funcione bem nas vilas principais, nós optamos por alugar um carro e achamos que foi a melhor decisão. Um veículo  ajuda bastante na hora de explorar a região com liberdade e acessar o início das trilhas no seu próprio ritmo.

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Acorde cedo para visitar os lagos

Alguns locais como o Lago di Braies e o Lago di Carezza estão em qualquer roteiro pelas Dolomitas. De fato, eles atraem milhares de visitantes diariamente na alta temporada.

Por esse motivos, não deixe de colocar seu despertador para tocar e chegar bem cedo, de preferência antes das 8h, nesses locais. Isso garante estacionamento sem estresse, luz perfeita para fotos e a oportunidade de apreciar a vista com tranquilidade antes da chegada das excursões.

melhores lagos dolomitas
Algumas atrações pedem que você chegue cedo para evitar muita gente. Foto: @gaiavani

Reserve sua hospedagem com antecedência

O verão é altíssima temporada nas montanhas italianas e as melhores opções de hotéis, apartamentos e chalés costumam esgotar com meses de antecedência. Para não correr riscos, pesquise onde ficar nas Dolomitas o quanto antes.


Leitura sugerida – Onde ficar nas Dolomitas: melhores cidades e hotéis


Atenção redobrada às regras de visitação no verão

Com o objetivo de preservar o ecossistema local e evitar trânsito, algumas estradas e passos de montanha possuem restrições de circulação nos meses mais quentes.

No Lago di Braies e na estrada para as Tre Cime di Lavaredo, por exemplo, o acesso de veículos privados pode ser bloqueado durante o meio do dia ou exigir reserva prévia de estacionamento. Pesquise antes para não passar perrengue.

Os refúgios de montanha ficam abertos entre meados de junho e meados de setembro

Por fim, os tradicionais rifugi só abrem suas portas completamente entre meados de junho e meados de setembro. Eles são o ponto de parada perfeito para saborear pratos típicos da culinária sul-tirolesa, usar o banheiro ou recarregar as energias com um café apreciando paisagens espetaculares.

Dúvidas frequentes de quem pergunta como são as Dolomitas no verão

Planejar uma viagem para as montanhas italianas durante os meses mais quentes costuma gerar diversas dúvidas sobre logística, custos e passeios. Para ajudar você a organizar seu roteiro sem surpresas, reunimos as respostas para as perguntas mais comuns de quem pretende visitar a região na alta temporada:

Preciso alugar um carro para viajar pelas Dolomitas no verão?
Embora existam ônibus regionais e teleféricos conectando as principais vilas, nós achamos que vale muito a pena alugar um carro. Isso garante flexibilidade para adaptar os horários, chegar bem cedo aos lagos antes das excursões e acessar o início de trilhas menos turísticas onde o transporte público não chega com frequência.
Quanto tempo é ideal para ficar na região no verão?
O tempo ideal para montar um roteiro equilibrado é entre 7 e 10 dias. Esse período permite dividir a hospedagem entre duas bases estratégicas, cobrindo os principais pontos turísticos, lagos e refúgios sem a necessidade de fazer deslocamentos muito longos a cada dia.
É preciso reservar os teleféricos e ingressos com antecedência?
Para a maioria dos teleféricos, os bilhetes podem ser comprados diretamente na bilheteria no dia do passeio. Contudo, o que exige reserva antecipada e atenção rígida no verão são as vagas de estacionamento em locais concorridos, como no Lago di Braies e Alpe di Siusi, e o pernoite nos refúgios de montanha (rifugi), cujas vagas costumam esgotar meses antes. Contudo, devido a alta temporada, caso você consiga comprar com antecedência pode te poupar tempo.
Faz calor para entrar nos lagos e nadar durante o verão?
Apesar de o sol esquentar bastante durante o dia nos vales, com temperaturas que chegam a 26 °C ou 28 °C, a água dos lagos alpinos vem do degelo das montanhas e permanece extremamente gelada ao longo de todo o ano. Além disso, em vários pontos icônicos, como no Lago di Carezza, o banho é estritamente proibido por motivos de preservação ambiental.
É seguro fazer trilhas sozinho nas Dolomitas nessa época?
Sim, as trilhas nas Dolomitas são muito bem sinalizadas, com demarcações em vermelho e branco e placas indicando o tempo estimado de caminhada. No verão, o fluxo de caminhantes é grande, o que traz bastante segurança. O cuidado principal deve ser monitorar a previsão do tempo para evitar tempestades no final da tarde.
É muito caro viajar para as Dolomitas durante os meses de verão?
Julho e agosto são meses de altíssima temporada, o que encarece significativamente os valores de hospedagem e aluguel de carros. No entanto, é possível baratear bastante a viagem escolhendo viajar em junho ou setembro, utilizando a alternativa mais econômica de teleférico para o Seceda (via Col Raiser) e preparando lanches de mercado para consumir durante as caminhadas.

Pronto para desbravar as Dolomitas no verão?

Explorar as Dolomitas no verão é ver de perto um dos cenários mais espetaculares da Europa. Seja percorrendo trilhas, navegando por lagos turquesa ou simplesmente contemplando o pôr do sol do terraço de um refúgio de montanha, esta é uma viagem imperdível.


Agora que você já tem todas as dicas práticas e opções de roteiro em mãos, comece a planejar sua aventura com antecedência. E deixe um comentário aqui embaixo contando qual desses lugares não pode faltar no seu itinerário!

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Quem Escreve@Gaia Vani
Gaia Vani

Fotógrafa, viajante de carteirinha e empreendedora digital, a editora do Mala de Aventuras vive a vida intensamente, aproveitando cada horinha do seu dia para transformar o mundo através das viagens.

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